quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Física do sexo parte II: "O esperma vencedor é aquele que tem o maior domínio da física"


Devido ao fato do tema “Física do sexo” ter sido bastante aceito e lido por meus colegas resolvi escrever a “física do sexo parte II”, porém devido as criticas vou colocar mais densidade física neste texto que se segue.

Vou falar agora dos problemas físicos que um espermatozóde precisa superar ao entrar no canal vaginal rumo ao óvulo. Ele tem que mergulhar, passar por túneis, surfar e até fazer nado sincronizado. A espécies como o homem usam um lançador de foguetes para emitir os espermatozódes no primeiro estágio desta jornada. O ejetor deve este ereto e rígido para executar esta função.



A ereção é uma questão de hidrostática, o ramo da física que trata da pressão de fluidos e da aplicação dessa pressão no local certo. No caso do pênis trata-se de uma pressão sanguínea gerada pelo bombeamento do coração para empurrar o sangue pelas artérias e fazer voltar pelas veias. O resultado é uma ereção mantida pela pressão hidrostática. Pode-se perceber o mesmo efeito ligando uma mangueira e prendendo a ponta com um grampo pra bloquear a saída de água.


Quando a pressão não consegue ser mantida temos a impotência. Hoje em dia isso não é problema porque há soluções que podem ajudar o homem como o viagra por exemplo. O viagra foi originalmente produzido como um fármaco para tratar a angina (dor ou desconforto no peito quando os músculos cardíacos não recebem sangue suficiente). Esse efeito só foi descoberto depois que os pacientes homens dos testes não devolviam as pilulas que sobravam depois o teste.

As contrações musculares no pênis lançam o esperma em sua jornada. O que foi ejaculado passa por um processo semelhante ao do petróleo numa bomba petrolífera. Os espermatozoides humanos tem cerca de 60 micrômetros de comprimento com uma cabeça achatada. Eles tem que nadar milhares de vezes o mesmo comprimento do próprio corpo para alcançar o objetivo ( isto equivale a uma pessoa nadar 1500 metros). Durante a metade da distancia o esperma nada em algo com consistência gelatinosa.

O primeiro obstaculo do espermatozoide é fugir do seu próprio liquido seminal. Se ele ficar preso dentro morrerá em 20 minutos. Apenas os espermatozoides mais sortudos conseguirão escapar dessa gelatina (sêmen). Se eles estiverem próximos uns dos outros eles podem fazer algo parecido com “nado sincronizado” - um efeito hidrodinâmico no qual são geradas “ondas” de modo que nadam em uníssono. A segunda barreira para os espermatozoides que conseguem escapar do fluido seminal é a coluna de muco que enche o canal do colo do utero e liga a vagina ao útero.

Para que um espermatozoide consiga abrir caminho pelo muco ele precisa exercer uma pressão maior do que a tensão de ruptura do muco que é de 60 Pa. Significa que qualquer espermatozoide capaz de nadar mais depressa do que 2 mm/min consegue atravessar a superfície. Depois que um penetrou os outros vão atras (mais ou menos como a brincadeira “siga o chefe”). Você poderia estar pensando como o espermatozoide consegue nadar nesse meio gelatinoso? Seria praticamente impossível pois qualquer movimento que levasse ele para frente seria cancelado com o movimento oposto que o levaria de volta para o mesmo lugar. É como se você estivesse tetando andar em uma pista de gelo lisa e com muito sabão...

Continua... A física do sexo III
Os dados dados utilizados aqui são baseados no livro “Física do cotidiano do autor LEHN FISHER” e as imagens da internnet...

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